Escusas a dois mil e vinte.

 


No fim, culparam o ano, e da conta não se deram

Delegam responsabilidades

Quatro algarismos, dois nulos e dois pares

Para os quais, os cabalísticos não se contiveram

 

Inaptos de precisão...Místicos oportunistas

Enfadonhos, enganosos

O que fazem? Distraem nossos ócios

Com substantivos generalistas

 

Ao principio, falavam de Prosperidade e Superação

Fraternidade e Dificuldade

Dando fórmulas implícitas na inação

E ao fim omitindo a realidade

 

Findando-o, ouvi:‘’Ano tão difícil’’, ‘’Ano estranho’’...

Um humano lhe falou

Incoerência sem tamanho

De quem não se questionou.

 

- Foi tua, ano, toda essa atrocidade?

Ponderei e, contrafeito, virei o calendário.

Respeitosamente, novamente inquiri: tens o prestígio da instantaneidade?

Sou só calendário, vocês produzem o corolário.

 

 

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