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Mostrando postagens de dezembro, 2020

Máscaras colantes

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    Diziam os intérpretes vulgares da espécie humana e suas facetas, assim como os especialistas de certos campos científicos, que todos usávamos máscaras, de uma forma ou de outra, em certo tempo. E que usávamos sem saber e sabendo, éramos, portanto, essencialmente mascarados e culturalmente também segundo eles. O que não esperavam é que, chegaria época, em que todos, absolutamente todos, eles, vocês e eu deveríamos a moldura dos nossos caracteres a máscaras colantes. Fomos impingidos ao desconforto que elas nos impuseram, porém, junto dele, veio possibilidades de manutenção, mudança ou, até mesmo, regressão. Para alguns, tempos de peste; já outros, tempos de benção. Foi aterrador, porque nos desconstruiu. Aliás, equivoco-me, fez-se por cima, qual massa corrida sobre a estrutura que já existe. Antes, todos, absolutamente todos regozijavam de suas molduras, usavam-nas como bem queriam, enganavam, ainda que para se proteger e não ferir, dos distantes aos mais próximos, e si...

Medo do retorno.

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    Pesquisadores da mente se debruçam sobre a questão do medo: de multidões, do desconhecido, do amanhã e da morte. Mas eu quero que tentem entender o medo dele ali que está de joelhos ao pé da cama, quase que encostado na sacada da sua janela, com as mãozinhas estendidas para o alto, com o fito de absorver a luz do sol através de suas palmas. Uns disseram a ele que o sol é o sorriso de Jesus, outros, que era o momento em que Deus parava para pensar nas próximas criações, ou no planejamento do dia seguinte. Independente da veracidade dos casos, ele está ali, com joelhos doendo, corpo queimando, grato pelo sorriso, unindo confiança nos planos solares para a cura de suas mãos com o medo de que suas erupções retornem; morrendo de medo da morte sem ter produzido na vida, dos julgamentos e, sobretudo, do medo de sentir medo. É isso mesmo, olha lá o coitado com medo do medo, porque outros pesquisadores, da área epidérmica, que inclusive o aconselharam ao banho de sol, disseram ...

Dificuldade com o N...

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  Dificuldade com o N...   Reconheço à minha enorme dificuldade em lidar com a negação, mas nunca se tratou do tipo de conflito que fizesse com que eu resistisse a uma aceitação dos fatos exteriores, nem em lidar com essa tal ação maligna quando provém de terceiros contra mim, obliterando-me qualquer pretensão de avanço ou parada que queira realizar; os dois exemplos anteriores devem ser desconsiderados. Meu problema é outro; tenho enormes dificuldades em dizer n... Tomar decisões que desiludam as pessoas, é isso! Para quê tolhê-las? Qual a razão de atravancá-las? Dê-me um porquê de contrariá-las. Somente a fim de pô-las de encontro com a minha convicção refratária que, se posta em prática, primeiro impede uma concordância e, posteriormente, uma ação ou desistência, as quais irão entristecer algum amigo que me fez certo pedido. Tal postura é muito desgastante, prefiro escancarar a porta, abrir o coração, por a mão no bolso e sorrir mesmo sem vontade. Acredito que sempr...

Curiosidade mórbida

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    Acordei com uma mórbida curiosidade. Não sei bem por que a tenho, sabendo, ou melhor, supondo com certa exatidão científico-religiosa o que me espera do outro lado caso resolva seguir por tal caminho. Mas tendo-a, fui buscar matá-la nas referências do ato em certas melodias e vocais. Jovens, talentosos, vencedores, realizados profissionalmente, amorosamente e financeiramente, que superaram tudo até o fim da vida e, talvez, essa seja a principal diferença de tais suicidas em relação a mim. Enfim, escutei-os repetidas vezes e nada de ter matado a minha mórbida curiosidade. ‘’Por que vocês fizeram isso? Será que é vantajoso? Tantos fãs, discos vendidos, celebrizados como ícones de um gênero musical... ’’, pensava enquanto escutava suas músicas. Estas eram tão viciantes quanto a insistente curiosidade mórbida, porque simplesmente eu não encontrava uma resposta dos seus atos finais nas poéticas letras e melódicos arranjos, fazendo-a aumentar a cada música. Escutei, como d...

Drama de um sábio

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  O sábio coerente que culpava a si, seus outros ‘’eus’’ e ao próximo mostrou que não estava de graça. Foi subestimado pelos próximos do mesmo modo que seu espelho: ‘‘Não é capaz porque não admite a dor’’, reproduzia isso aos amigos também. Sempre sábio, principalmente quando duplicava de personalidade e se tornava mártires e outros sábios, potencializando a sabedoria; nem sempre, porém, coerente: primeiro autoflagelou-se para se acostumar com a dor intermitente, depois buscou a permanente. Tudo é hábito e necessidade, e é aí que uma inteligência vulgar pode virar sábio ouvindo vozes de Friedrich Nietzsche; o indiferente se torna atencioso por precisar visitar o sábio no hospital quando este tem a receber um quinhão e o coerente sem perspectiva, um incoerente sem amor à vida. Não estava de graça. Escolheu um andar próprio para filosofar, precisava de uma última boa vista para desbotar a desgraça interior, abriu a cortina, arreganhou a janela, subiu no parapeito e, dizem, iniciou ...

Metafísica do meu Liquidificador.

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  Metafísica do meu Liquidificador.   Reparei, em uma experiência culinária particular, a moralidade que o liquidificador me aplicou e cheguei a uma simples conclusão metafísica: por trás de uma boa vitamina de banana ou um suco delicioso existe toda uma realidade cotidiana; por trás de uma invenção humana com o fim de facilitar o esquartejamento de alimentos, uma ilustração divina. Não pense você aí triturando alguma coisa desapercebidamente, colocando açúcar e líquidos para o resultado ficar docinho e pouco consistente, que este singelo eletrodoméstico não tem filosofia em seu motor e em suas ‘’garras’’ laminosas. Muitas vezes, na vida, o forte ou ‘’grande’’ pensa que não perece, mas um leito de hospital ou mesmo o túmulo mostra que ele é tão perecível quanto o pequeno. É provável que, nas nações em que há uma discrepância entre as classes, o grande tenha mais resistências em relação ao pequeno. Ora, o grande pode se salvaguardar melhor, pois tem plano de saúde, veícul...

Bom senso

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  Como é sabido, houve o chamado relaxamento social no país, e em Salvador não foi diferente. Fui aproveitar o equivocado, mas abençoado, relaxamento da cidade para relaxar num barzinho com um amigo. Chegamos lá, ambos de máscara, loucos pra ver gente e sentindo também um frio na barriga, aquele misto de pavor com adrenalina do risco de haver a aglomeração típica do baiano quando está ‘’sextando’’. Mas fomos surpreendidos com a plaquinha na frente do bar: ‘’Aqui prevalece o bom senso, use a máscara’’. Um olhou pro outro como que acusando o prejulgamento que ambos fizeram; nos semblantes havia a mentirosa expressão de ‘’eu avisei’’. Entramos, olhamos o cardápio e pedimos o necessário para duas pessoas que não costumam beber alcoólicos e que não estavam famintas. Após terminarmos a curta degustação e os poucos goles, cada um na posse de apenas uma garrafa de cerveja, justamente a mais barata do mercado, veio o garçom e começou: - Os senhores poderiam pôr às suas máscaras, por gen...

Não busco mais Deus

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  Nem toda mudança significa evolução de espírito, mas também não precisa ser involução, às vezes é apenas uma etapa de aparente estagnação, de vazio necessário para, talvez, um preenchimento futuro.   Procure não julgar as etapas individuais e os processos subjetivos, pois o mero julgamento é frívolo e gastador de energia mental, ele busca simplificações rígidas para situações complexas, bonitas, aromáticas e profundas. Eu mesmo resolvi parar de orar e subordinar tudo a Deus e nem por isso me sinto encaixado nos patamares superior ou inferior. Mas como assim? Antes era completamente cético, herege, imundo espiritualmente mesmo, mas aí veio a dor para fazer com que eu ajoelhasse e choramingasse ao criador do céu e da terra, o alfa e ômega. Pronto, foi o que bastou para que virasse quase que um orador, um ‘’autodisciplinador’’, um sofredor psicologicamente falando, porque a partir do momento que você conhece a verdade, ela o prenderá a consciência. E desde então, recorri ao...

Ângulo vs Visão.

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Esqueçam a necessidade do melhor ângulo, ora bolas. Entendo que a busca pelo arquétipo do ângulo fotográfico faça parte das nossas vidas virtuais, assim como buscamos o ideal compasso rítmico para as outras searas da vida. E ainda que o ângulo das fotografias nessa era dos filtros seja necessário, porque é como um desmembramento, ou mesmo um reflexo da nossa interioridade, eu aconselho que esqueçam dele para se lembrarem mais da visão. O ângulo pode ser falseado por uma vida falseada, porém, com a visão o negócio é diferente. Mesmo assim, as pessoas não têm obsessão para tê-la como têm com o tal do ângulo. O sorriso de um desconhecido numa foto é um presente divino, dado gratuitamente, sem solenidade da parte dele nem esforço meritório de quem o vê. Eu, porém, sou paranoico pela visão, apesar de escravo do ângulo. A visão é mais barata, mas é mais custosa, podendo vir nua e crua; é divina; já o ângulo, humano. Este depende de uma tecnologia avançada do aparelho que a reproduz; aquela f...

Fotografia

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  Fotografias. Estou tentando e continuarei até conseguir me libertar das amarras do passado. Até mesmo para que outras me enlacem novamente, preciso fazer isso. E se os sonhos me perturbam com os fluídos, se um determinado prato específico me faz revisitar os domingos naquela casa, assim como a camiseta de cor verde água-marinha me leva a uma comemoração, se tudo isso ainda insiste em perfazer meu circulo mental, impedindo-me de seguir, mudo o acordo que fiz com a maturidade: darei fim as fotografias para compensar com esse amálgama rememorador de ocasiões. Pra quê as quero? Ocupam espaço nos móveis e comprimem a mente. Tive a salutar intenção de conservar o simbólico passado em nome de um acordo moral que fiz, no escuro, na calada da noite ruidosa de pensamentos, para adentrar no oráculo da maturidade, em nome da superação que julguei ter alcançado. Contudo, apesar de tal juízo, não foi possível seguir adiante com as fotografias. Juro que as queria comigo, engavetadas e empoeirad...

Minha caridade

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  A minha caridade é plástica e plenamente adaptável. Sinto que mudei seu conceito tradicional cristão, que, mesmo este, tem também uma margem para encaixes específicos, entendendo-a ora com uma esmola, ora com a concessão dos nossos ouvidos às lamúrias do próximo. Existe, para mim, caridade em absolutamente todas as nossas ações, desde que tenhamos consciência do ato, um fim sábio ou redentor incutido nele. Não entendam como caridade um assassinato ou as variadas tipicidades de violência, porque aí não existe consciência nem sabedoria. A caridade é minha massinha de modelar, e eu vou criando as formas como me convém, ou quando convier à necessidade que julgo existir ao meu próximo. A minha massinha pode se transformar em uma cortina imensa para a janela da minha casa, evitando que alguma visita inconveniente perceba à minha presença e venha despejar seus problemas em minha vida já problemática. A massinha também pode tornar-se algemas e agrilhoar meus punhos para que eu não ve...

Isolamento e suas benesses.

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Isolamento e suas benesses. Estávamos todos esperando o estadista americano, ou o chinês, talvez o coreano, o russo, e até mesmo o desajuizado do brasileiro oficializarem às suas patologias belicosas latentes e acabarem com o mundo de uma vez, mas veio mesmo o isolamento imposto pelo Estado, provocado pelo vírus, para salvá-lo. Quem está junto, quer separar; quem está separado, quer ajuntar. Mas tem os casos daqueles que já estavam a distância, e esta querem ainda mais ampliar. Também existem as mudanças de sensações, convicções e gostos pessoais... Eu me encaixo em todos os itens deste rol no contexto do isolamento.   Sempre detestei a futilidade contida naquela aglomeração do bar da esquina, um famoso bar da capital e o mais popular do bairro, com aquela música alta, que, apesar de bom nível, só servia para passar um ar de recato e envernizar a erudição inexistente daquela juventude elitista e pseudointelectual, metida em fraseologias de ideólogos do passado. Quanta falta voc...

Teóricos Incoerentes

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‘’Cada um com seu cada qual’’ e nos seus recantos quando vem retinir do lado de fora do Edifício Soraia um grito de desespero, que desde logo percebi ser de um cãozinho miúdo e frágil, menos pelo gemido agudo do que pela impossibilidade de um cão bravo e robusto se acovardar diante de qualquer situação, até mesmo em casos de maus-tratos, como foi o caso. Demorei um pouco para entender o que se passava, estava ocupado com a leitura de uma obra, mas a minha mãe, mineira como Tiradentes, adepta ao espiritualismo, espiritismo, budismo, socialismo, humanismo, veganismo e pacifismo foi rápida na reação e a primeira a protestar: -Desgraçado! DES-GRA-ÇA-DO! Oriundo de rameira! Façam alguma coisa, uai! Esse ‘’trem’’ vai matar o pobre do animal! Maldito! Denunciem ou matem-no antes que o bichinho fique paralítico ou venha desencarnar! Que a espiritualidade do umbral saia de lá e arraste esse louco... Já a vizinha, Católica Apostólica Romana e gaúcha como os revoltosos dos farrapos, incli...

Coadjuvantes

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    Nada se compara a discrição imponentemente chamativa daqueles que não se deixam levar pelos sentimentos, energias e holofotes da atmosfera de um local, qualquer que seja o local ou contexto. Notem a imparcialidade do baterista ao fundo, na circunspecção do saxofonista ao lado dele e na concentração penetrante do pianista ou violoncelista. Agora espiem a jactância silenciosa do guitarrista ao fazer o solo derradeiro, depois observem a sutileza estrategicamente imposta pelo baixista. E o que dizer do meio campista que lança para o craque tornar domingos de tarde mais sorridentes aos pobres? Estes são elegantes e, geralmente, tímidos e austeros. Os músculos dos rostos desses seres não contraem tanto como daqueles que vivem do foco da iluminação do palco e das câmeras; não há envolvimento de suas partes; brilhantemente impessoais, eles são o sustentáculo tímido e quieto do espetáculo, mais berrantes dos que estão na dianteira do negócio. De quando em vez a luz vai a suas...

Filantropia de um megalomaníaco

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   Filantropia de um Megalomaníaco Nem digo que ‘’subentende-se que... ’’, porque a significação de Filantropia é escancarada, sem complexidade, de domínio público e vulgar mesmo: abnegação, desinteresse pessoal, impessoalidade e, sobretudo, beneficência, são alguns predicados que se lhe coadunam claramente. E eu tinha um amigo ‘’egocentricamente’’ filantrópico, insanamente beneficente e, pasmem, com um tino social excessivamente megalomaníaco. Estava óbvio; o ‘’pasmem’’ foi só para dar um refino. O mentecapto magricela chamava-se Claudêncio, porém poderia ser também, tranquilamente, o ‘’novo Quincas Borba’’; é, realmente, ele lembrava muito o Quincas Borba do grande autor de Livramento, com a diferença que o Borba era demasiado complexo em sua filosofia ‘’humanística’’; já Claudêncio, não obstante à sua surpreendente capacidade súbita de raciocínio, era superficial demais para desenvolver filosofias complexas como fizera o personagem de Machado, mas era muito mais human...

Liberando Impurezas

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  Liberando impurezas.   Enfim consigo admitir que também queria, mas somente agora, aqui no papel, sem que a bendita leia ou fique sabendo, nem por sonho! Ela pôs um justo fim ao nosso relacionamento, e eu confesso a vocês que, no exato momento em que li isso, pois o ponto final veio por escrita, pude sentir o mesmo alívio quando chegamos ao andar escolhido após agrilhoar flatulências num elevador social lotado de gente, e divinamente podemos dispensar as impurezas eterizadas na mais que necessária solidão. Vamos agora à minha teatralização inconsciente daquele dia; juro que fora inconsciente naquele dia. - Precisamos conversar. - Já sei do se trata, você quer terminar nossa história de três anos; é isso, não é? - Sim. Mas do mesmo jeito que nos encontramos para iniciar, devemos nos encontrar para finalizar. - Absurdo! Não quero encontrá-la! Não aceito! Não concordo! Nenhum outro homem toca em você! Findar uma linda história de três anos? Nunca! - Respeito seu m...

O pedido

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  O Pedido     Ao mesmo caminhar até o final do mesmo salão a fim de, antes de sentir o vento, desligar o mesmo ventilador velho do fundo, que fica suspenso ao alto da parede mofada, pode-se ter distintos desfechos, embora tenhamos os mesmos personagens em cena: eu e o diretor, com nossos mesmos padrões de comportamento, endurecidos com nossas convicções rijas e apegados às nossas verdades inquestionáveis. Assim sucedeu-se naquela tarde abafada e ensolarada quando fui ao edifício da Cura da Alma e me deparei com o ‘’indeparável’'; uma lição daquelas constrangedoras de tão surpreendente. É verdade que estou pulando etapas do silogismo. A gênese do conflito que antecedeu tal pedido não teve como ponto de partida aquela noite da provocação, que ainda irei explicar a vocês, onde repeti o meu claudicar ansioso para tomar o ar fresco das hélices antes de desligá-las, como faço ao fim de toda palestra no salão do edifício da Cura da Alma. Resgatar isso tudo daria uma atmos...