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Mostrando postagens de setembro, 2021
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  Olho de vidro. Sou dos que, se tiver jeito, remendo. Não tinha mais, mas eu insisti em mantê-lo nas vascas da agonia, para que não me fosse preciso apelar para um novo. Recorri então ao meio mais óbvio, fui ao mercado informal localizado a umas quatro quadras daqui. Mostrei-lhes meu lustroso celular preto, com cicatrizes de guerra e sem dois botõezinhos. Eu queria apenas os dois botõezinhos, porque sem eles nada adiantaria ter um celular bonito. Mostrei o problema a um, que delegou a resolução a outro, que iria repetir a terceirização a um outro - que não estava ali. Este, sim, resolveria. Após 45 minutos, chega o cirurgião de eletrônicos. Lembro de um sujeito carrancudo e muito requisitado, que não fez questão de retribuir meu cumprimento de boa-tarde. - E aí, grande? - foi o cumprimento. Seu olho esquerdo era de vidro. Lutei comigo para não mostrar admiração, mas o olho direito me percebeu. O constrangimento só existiu de minha parte, porque ele fez questão de abrir um malandro...